terça-feira, 30 de julho de 2024

Sé do Porto

A Sé do Porto conserva ainda vestígios do primitivo edifício românico construído entre a primeira metade do século XII e início do seculo XIII. O claustro gótico é da época de D. João I, rei que celebrou esponsais nesta catedral.

 As origens da Sé do Porto recuam à Alta Idade Média, provavelmente os tempos suevos, de que subsistem indícios dando conta da existência de um bispo do Porto.

Mais tarde, com a presúria de Vimara Peres, em 868, a antiga catedral teria sido reedificada, conjuntamente com outras igrejas da região, época de que restam testemunhos arqueológicos muitos fragmentados.

Por razões ainda desconhecidas, o estaleiro abrandou o ritmo de laboração pelos meados do século e só foi reanimado pelo bispo D. Fernando Martins (1176-1185), que recrutou mão-de-obra em Coimbra, onde se incluía o arquiteto Soeiro Anes. Terá sido ele a concluir a catedral, em particular o seu portal românico (de que restam alguns vestígios), embora as obras tenham entrado pelo século XIII, como se comprova pela rosácea já gótica da frontaria.

A Sé do Porto tem sido objeto de intervenções continuadas desde 1993, de que se destacam a reabilitação das coberturas, o restauro da pintura mural da sacristia gótica e a inauguração do núcleo museológico do “Tesouro da Sé “. Do programa de trabalhos atualmente em curso e/ou a desenvolver no futuro imediato, fazem parte estudos histórico-arqueológicos integrados do monumento, a continuação dos restauros do retábulo de Nossa Senhora da Piedade, retábulos do claustro gótico e frescos do quarto janelão da cabeceira. 

Autor: J.A., H.L.

Fogos e incêndios em Portugal

O uso do fogo encontra-se associado a várias práticas agrícolas e florestais, no entanto, são vários os casos em que esta atividade se descontrola e origina grandes incêndios com graves consequências ecológicas e socioeconómicas. Cerca de 98% das ocorrências em Portugal Continental tem causa humana. Assim, torna-se urgente uma alteração de comportamentos na sociedade de modo a que possam ser realizadas as mesmas práticas, mas com um menor risco.

A materialização de um incêndio florestal, em climas do tipo mediterrâneo, resulta da composição de três fatores: as condições meteorológicas, a carga combustível disponível e a ignição (de etiologia natural ou humana).

Incêndios florestais em Portugal - Caracterização

Os incêndios florestais são considerados catástrofes naturais. A intervenção humana pode desempenhar um papel decisivo na sua origem e na limitação do seu desenvolvimento.

Vários estudos apontam para que as causas humanas sejam prevalecentes. No estudo efetuado em 2012, que analisa as causas de incêndios florestais em Portugal continental entre 1996 e 2010, verifica-se que 90% dos casos tem origem em atos humanos negligentes e intencionais.

Campanha de prevenção

Em zonas florestais é absolutamente proibido;

-Fumar ou fazer lume de qualquer tipo;

-Lançar foguetes ou balões de chama acesa;

-Realizar queimadas para renovação de pastagens;

-Queimar sobrantes agrícolas ou florestais.

Autor-S.M.

Agosto: o regresso dos emigrantes

 Milhares de emigrantes regressam no mês de Agosto a Portugal para passar as férias de Verão.

Os emigrantes portugueses chegam por via aérea ou transporte rodoviário, vindos de França, Luxemburgo, Bélgica. Alemanha, Suíça, entre outros países. A placa de sinalização com a indicação de Portugal é a meta desejada pelos portugueses que se encontram a viver no estrangeiro e que anseiam por estes dias tão esperados do ano.

As festas populares em Portugal desempenham um papel fundamental na preservação da cultura e na conexão com a diáspora portuguesa que retorna ao país durante as férias. Estes eventos celebram tradições enraizadas, seja através de festivais religiosos, feiras de artesanato ou eventos regionais que destacam a gastronomia, arte, música e danças locais.


Autor: J.C.

terça-feira, 23 de julho de 2024

Praia de Bandeira Azul - Portugal

Portugal conta este ano com 440 praias, marinas e embarcações com bandeira azul, mais 8 que em 2023, tornando se o segundo país do mundo com maior número de praias fluviais galardoadas, anunciado pela Associação Bandeira Azul Europa. Uma praia distinguida com bandeira azul obedece a vários critérios, entre os quais a qualidade da água e espaço (ordenamento), segurança e serviços, vigilância e sensibilização das pessoas (educação ambiental).

A bandeira azul foi hasteada, pelo 13º ano consecutivo, nas zonas balneares do Porto: Foz, Gondarém e Homem do Leme e, para primeira vez, também na praia do Castelo do Queijo. 

Com este novo galardão, o Porto atinge o pleno da bandeira azul em todas as 9 praias designadas (Pastoras, Carneiro, Ourigo, Ingleses, Luz, Gondarém, Molhe, Homem do Leme e Castelo do Queijo), mantendo ainda o galardão de “Praia Acessível” nas praias do Homem do Leme e Carneiro.

A nível nacional destaca-se também o contínuo crescimento das praias do interior, admitindo que são naturalmente muito mais sensíveis, mais difíceis de atingir e manter. Portugal destaca- se nas praias do interior (fluviais), com 49, mais do dobro de Espanha e de Itália, sendo um número que merece realce. As praias costeiras e fluviais distinguidas estão distribuídas pelo Norte (89), Centro (98), Tejo (75), Alentejo (38), Algarve (86), Açores (45) e Madeira (17).


Autor: P.A., H.A.

Cuidados a ter no Verão

A estação mais quente do ano é sinónimo de muita diversão, mas também traz alguns riscos para o corpo. Por isso, quem quer aproveitar a temporada ao máximo precisa de estar atento a alguns cuidados.

Com o aumento das temperaturas e das atividades típicas desta época do ano, como visitas à praia, o organismo fica sujeito a ameaças que podem atrapalhar o período de férias. Devem ter-se em conta as seguintes recomendações:

1- Aumentar a ingestão de líquidos;

2- Ter uma alimentação saudável. Refeições muito pesadas ou gordurosas podem sobrecarregar o sistema digestivo;

3- Controlar o consumo de bebidas alcoólicas. É preciso ter moderação no consumo de bebidas alcoólicas pois o álcool aumenta a perda de água e pode causar desidratação;

4- Reforçar o uso de protetor solar. O risco de desenvolver um cancro da pele existe o ano inteiro, de forma que o protetor solar deve ser aplicado todos os dias;

5- Utilizar roupas e acessórios para aumentar a proteção. Usar chapéus, óculos escuros e roupas de manga comprida feita de algodão, por exemplo;

6- Estar atento aos sintomas de insolação. Conhecida popularmente como insolação, a hipertermia consiste na elevação da temperatura corporal que ultrapassa os 40 graus. Alguns dos sintomas que acompanham a hipertermia são:

sudorese intensa - náuseas - dor de cabeça - tonturas - confusão mental - convulsões

7- Redobrar os cuidados com crianças e idosos. Todas as pessoas estão sujeitas a queimaduras solares, desidratação e insolação, mas as crianças e os idosos são ainda mais vulneráveis a estes problemas;

8- Procurar locais frescos e à sombra.

Conhecer e colocar em prática estes cuidados com a saúde no Verão é uma das melhores formas de garantir que cada um desfrute desta estação ao máximo.

Autor: J.C.

terça-feira, 16 de julho de 2024

Indústria do calçado em Portugal

Portugal produziu em 2022, 85 milhões de pares de calçado. Serviço de excelência, qualidade produtiva e capacidade de resposta são os principais argumentos competitivos desta indústria. O calçado português foi comercializado, no último ano em 174 países. As exportações ascendem mais de 95% de produção.

Alemanha, França e Países Baixos são por esta ordem os mercados de referência para o calçado português. No último ano, Portugal exportou 114 milhões de euros para os “States”.

Portugal torna-se o maior produtor de calçado na Europa. Esta evolução espelha que Portugal continua focado em fazer calçado nas suas fábricas, Itália e Espanha tem vindo a produzir cada vez menos, o que compensam com um foco maior na importação para exportação. De forma crescente entregam a produção a outros países mais competitivos em custos, e depois reexportam o calçado que lhes é entregue pelos fornecedores.

Portugal tem uma enorme indústria de calçado, de alta qualidade. Várias marcas de qualidade internacionais utilizaram (e continuam a usar) as fábricas de calçado portugueses para fazer os seus sapatos, melhorando a capacidade técnica dos industriais. Nos últimos anos, verificou-se um acentuado crescimento das marcas e design próprio, apoiado pela iniciativa particular e pelo Estado, com a criação de centros de design e centros tecnológicos levando a fabricação e qualidade dos sapatos portugueses a patamares superiores.

A indústria de calçado em Portugal está concentrada no norte do país, sendo a mais importante em São João da Madeira, seguida de Santa Maria da Feira, de Oliveira de Azeméis, Guimarães e Felgueiras, distritos de Aveiro, Braga e do Porto. Nestes concelhos, as indústrias têm apostado sobretudo na inovação e na qualidade dos seus produtos.

Assim temos como vantagens imediatas

- melhoria da qualidade das informações para tomada de decisão;

- automatização de tarefas rotineiras;

- melhor controlo interno das operações e um melhor atendimento ao cliente;

- aumento da capacidade de reconhecer problemas mais cedo; 

- clara ajuda ao processo de tomada de decisão com a possibilidade de utilização de software que permite testar antes de colocar em prática; 

- claro melhoramento no processo produtivo;

- aumento da produtividade e competitividade.    

Autor: S.M.