O cinema, enquanto arte privilegiada da representação da vida, tem o incrível poder de mudar mentalidades e derrubar preconceitos. “Pára-me de Repente o Pensamento” é um documentário português de 2014, realizado e escrito por Jorge Pelicano.
O documentário acompanha as rotinas dos utentes do Hospital Conde Ferreira. Para tal, conhece os utentes e partilha as suas rotinas: conversas de corredor, as refeições, as sessões de terapia, as pausas para fumar e até as contagens de moedas para o café.
Os moradores do Conde de Ferreira ajudam a perceber como se pensa e age de maneira diferente, como se combate o preconceito e como se vive com limitações e de uma maneira mais reservada.
É um filme que contribuiu para normalizar a doença mental, promovendo o conhecimento dos diversos quadros clínicos e gerando um sentimento empático e de compreensão para com quem é diferente.
Pensar diferente não é pensar errado, pode ser uma forma de evolução ou de tratamento para algo que foge ao que é mais concreto. É uma relatividade de pensamento curto, um avanço para combater preconceitos e evoluir na igualdade de que somos todos iguais, mesmo pensando de maneira distinta.
“Pára-me de Repente o Pensamento” fala mais do que apenas sobre aqueles que vivem no Hospital Conde Ferreira, representa a diferença e a igualdade, sendo um exemplo de força aliada ao mundo cinemático e uma oportunidade de mostrar quem vive e pensa no seu mundo.
O pensamento lógico de quem tem doença mental é, muitas vezes, incoerente, impreciso ou fragmentado. Uns vivem dentro da sua própria mente e no desconhecido, outros numa forma particular de lucidez. Só há liberdade a sério quando houver saúde tanto a nível físico como psicológico.
Este é um exemplo de lucidez e de pragmatismo sobre a saúde mental, sendo um documentário que acompanhando de uma forma geral alguns pacientes do Hospital Conde Ferreira, mostra que embora ainda exista o estigma, cada vez mais a saúde mental e o bem-estar psicológico são necessários para todos.

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